Nota de esclarecimento - TNS Nanotecnologia

Viemos por meio deste, oferecer suporte à interpretação de materiais de mídia-divulgação e resultados dos produtos TNS, e artigos tratados com produtos TNS, no que rege o tema de proteção antiviral e capacidade virucida.

Os resultados dos produtos TNS se baseiam em padrões reconhecidos internacionalmente: normativas DIN (Instituto Alemão para Normatização) e ISO (Organização Internacional para Padronização), onde a interpretação se baseia em modelos virais.

O Comitê Internacional de Virologia classifica os vírus em função de sua estrutura, podendo esses serem envelopados ou não-envelopados:

Os vírus envelopados possuem envelope viral (EV), sendo este uma camada bilipídica proveniente da célula hospedeira, a qual envolve essas partículas virais. Já os vírus não envelopados são recobertos apenas pelo capsídeo viral, formado por subunidades proteicas similares unidas por meio de ligações não covalentes, que mantêm as proteínas unidas para a manutenção da rigidez e estabilidade do vírus fora da célula. A presença ou não do EV é uma característica chave na resistência do vírus e sua estabilidade fora do hospedeiro (como em superfícies), sendo os vírus não envelopados considerados mais resistentes que os envelopados em função de tais características físico-químicas da partícula viral. Essa fato é verificável pela capacidade antiviral e virucida de compostos de amplo espectro, que atacam ambos os modelos. Isso é justificável, entre outros motivos, por um fator-chave bastante básico: Além dessa estrutura de proteínas, comum a ambos os tipos virais, eles compartilham também de um item básico: o DNA (ou RNA).

Antimicrobianos virucidas de amplo espectro atacam essas estruturas, essenciais à replicação dos vírus.

No caso da avaliação de apenas um dos vírus em um teste, o uso de vírus não-envelopado é considerado padrão para determinar atividades virucidas¹, tendo alta resistência a desinfetantes e secagem. De qualquer maneira, apesar dos vírus não-envelopados, como adenovírus humanos, norovírus, enterovíurs e outros, serem os que apresentam maior resistência a saneantes, bem como à radiação ultra-violeta, não se deve descartar a investigação de atividade contra os vírus envelopados, como os coronavírus, herpesvírus, influenza e outros, pois assim há representatividade das duas categorias².

Nesses termos, os ensaios realizados segundo as normativas determinam, dentre as cepas disponíveis, um representante de cada um dos grupos de vírus, envelopado e não, como Herpes Vírus Humano 1, cepa Kos (HSV-1) e Adenovírus, por exemplo.

Os ensaios da TNS foram realizados nesses modelos. Um paralelo simples é realizar a comparação com normativas antibacterianas, onde todo o espectro do reino, é avaliado utilizando um microrganismo gram-positivo e um gram-negativo para amostragem. 

Ainda, segundo informado em consulta pública pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA): “No Brasil, não há cepa disponível do SARS-CoV-2 para validação de ensaios, e por isso a ANVISA está permitindo informar em rótulos a ação contra vírus semelhantes, desde que apresentado o teste para esses microrganismos”.

Portanto, com relação ao novo Coronavírus, ou SARS-CoV-2, reiteramos que nossos produtos ainda não têm sua ação testada diretamente frente ao SARS-CoV-2, como viemos comunicando desde Março de 2020, em nosso guia de boas práticas de marketing.

A ação virucida TNS é comprovada para vírus modelos, considerados os mais resistentes em suas categorias: Adenovírus humano tipo 2 (respiratório, não-envelopado) e Herpesvírus Humano tipo 1 (envelopado).


Nossa orientação com relação a essa comunicação é sempre de não limitar-se, reduzindo a atividade do produto a um único organismo ou cepa (o próprio novo coronavírus já possui mais de 30 cepas diferentes), mas sim seguir a recomendação das normativas e agências regulatórias atestando simplesmente ação virucida.




Referências:

¹EN 14476 Chemical disinfectants and antiseptics. Virucidal quantitative suspension test for chemical disinfectants and antiseptics used in human medicine. Test method and requirements (phase 2, step 1);

²Rabenau HF, Steinmann J, Rapp I, Schwebke I, Eggers M.Evaluation of a Virucidal Quantitative Carrier Test for Surface Disinfectants. PLoS One., 27;9 (1), 2014.

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